Moradores de uma casa antiga e bastante tradicional, o gastrônomo Horácio Cymes e o professor Marcos Elpídio Godoy resolveram investir no oposto em seu refúgio de fim de semana. “Queríamos algo livre de excessos, baseado em linhas puras”, diz Horácio sobre o projeto a ser erguido em Jandira, cidade localizada a 40 minutos de carro da capital paulista. O estilo desejado pautou a escolha do arquiteto – uma reportagem publicada em ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO chamou a atenção dos dois para o perfil contemporâneo do trabalho de Yuri Vital. São dele os traços retos da proposta, fundamentada no uso de concreto aparente (com as marcas das fôrmas preservadas) e vidro. “Os materiais foram escolhidos devido à facilidade de manutenção”, explica Yuri. Além da questão prática, pesou o apelo visual: “O concreto me fascina. Sou um grande admirador da arquitetura moderna paulista”, conta Horácio.

  • Varanda privativa: fechada por um pergolado de madeira e vidro, constituirá um recanto exclusivo para os donos junto ao quarto principal. Terá spa com hidromassagem e água aquecida.
  • Spa coletivo: este modelo, capaz de receber seis pessoas simultaneamente, servirá ao lazer dos convidados. Será instalado no fundo do pátio, ao ar livre.
  • Estrutura: as vigas invertidas de concreto do pavilhão social permanecerão expostas no alto, apoiadas em dois pilares de 30 cm de diâmetro e duas empenas laterais. Na área dos quartos, a estrutura ficará escondida.
  • Cobertura: sobre a laje com 17 cm de espessura, moldada na obra, os operários aplicarão manta asfáltica. O material, flexível, se adapta aos movimentos de dilatação e contração naturais do concreto.
  • Talude: o barranco, num ângulo de 45 graus, determina o ponto onde se cortará o terreno para acomodar a casa num único plano. Como o solo da região é firme, a forração com grama conterá a erosão.
  • Pisos: no exterior, a opção recaiu sobre o mosaico português, devido ao baixo custo e à pouca manutenção que exige. A rampa de acesso dos carros e o platô sobre o qual se apoia a área social, ambos de concreto, pedirão resina poliuretânica acetinada para facilitar a limpeza.
  • Fundações: indicados para solos firmes e secos, os tubulões de concreto armado apresentam forma cilíndrica e base mais larga. Cada um alcançará 12 m de profundidade.

 

O formato triangular do terreno levou Yuri a posicionar a casa no centro. Dessa maneira, manteve uma área livre na frente e preservou a mata nativa existente nos fundos. Um corte no solo nivelará a superfície irregular. Dois retângulos formam a planta compacta e pouco compartimentada, como solicitaram os proprietários. De frente para a rua se concentra a área social, integrada à cozinha. O eixo perpendicular reúne o escritório e os quartos – esses com entradas independentes pelo pátio.

 

QUANTO CUSTOU
Projeto arquitetônico: R$ 10 mil, mais 1% do valor da obra para o acompanhamento, com visitas quinzenais.
Projetos estrutural, elétrico e hidráulico: R$ 7 mil.
Mão de obra: R$ 70 mil (com oito operários).
Material: R$ 130 mil (sem contar os dois spas).
Tempo: oito meses.

* O gasto total será de R$ 1 360,54 por m², um pouco acima do Índice A&C de março para construções de padrão médio na região Sudeste, orçado em R$ 1 356,74.

Reportagem: Rosele Martins / Infografia: Débora Mendes e Manoel Vitorino Jr.

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Tags: projeto

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